TRÍPTICO – Convergências Urbanas
Inserido no contexto da arte contemporânea, onde fronteiras entre linguagens, suportes e autorias se tornam cada vez mais fluidas, o coletivo Tríptico propõe uma investigação centrada no encontro. Formado por Sator, Senk e Caligrapixo, o grupo se estrutura a partir da convivência entre três práticas visuais distintas que, ao se cruzarem, dão origem a uma linguagem nova — híbrida, complementar e em constante transformação.
Fundado em 2018, em São Paulo, o Tríptico se consolida como uma plataforma de experimentação dentro das novas linguagens gráficas e visuais urbanas. Nesta exposição na Galeria Alma da Rua, o foco se desloca da produção individual para o território do coletivo: todas as obras apresentadas são resultado de processos colaborativos, nos quais as identidades de cada artista não se anulam, mas se potencializam mutuamente.
Sator investiga o abstrato geométrico a partir de uma prática rigorosa e meticulosa, ancorada no legado da arte concreta. Suas composições exploram ordem, ritmo e precisão, construindo estruturas visuais que operam no limite entre equilíbrio e tensão, propondo uma leitura sensível e expandida do espaço pictórico dentro do campo da arte contemporânea.
Senk, com seu universo surrealista e orgânico, constrói personagens que carregam narrativas próprias, quase autônomas, como se existissem independentemente da obra. Suas figuras transitam entre o imaginário e a memória, conectando o urbano a referências ancestrais e rurais do Vale do Jequitinhonha. Cada forma, cada corpo e cada expressão sugere histórias abertas, que se desdobram no olhar do espectador.
Caligrapixo transforma a escrita em gesto e estrutura visual, desenvolvendo uma pesquisa singular sobre a tipografia urbana paulistana. Sua prática se dá como intervenção direta na cidade, onde letra, ritmo e arquitetura se fundem, tensionando a percepção do espaço público e seus códigos.
